quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Meditação Vipassana




Acabo de voltar de mais um curso de Meditação Vipassana.

Foi muito bom e profundo.
São 10 dias em que mergulhamos em nós mesmos, seguindo uma técnica muito simples ensinada pelo Buda.
Nos 3 primeiros dias afiamos a mente através da observação da respiração natural (técnica conhecida como anapana). Não é controle da respiração (pranayama), mas a sua simples observação. Sentir o ar entrando e saindo pelas narinas.
Depois do quarto dia vamos gradativamente aprendendo a técnica Vipassana que consiste em observar as sensações em cada parte do corpo.
Observar.
Como um cientista, como um médico que olha as feridas.
Sem julgar.
Isso vai treinando a nossa mente a agir com equanimidade diante das situações da vida. Isso significa aceitar as coisas como elas são.

Normalmente sofremos com as coisas desagradáveis e ficamos felizes com as coisas agradáveis.
Por isso sofremos o tempo todo, vivemos a ilusão, porque nada é permanente.

Essa é verdadeira sabedoria ensinada pelo Buda: equanimidade, nem apego ao que é agradável, nem aversão ao que é desagradável.


Uma sabedoria que não pode simplesmente ser intelectual, é preciso passar pela experiência. Ele experimentou e mostrou o caminho.

A prática é simples. Mas o resultado: muito profundo.

Enquanto se pratica a observação das sensações, coisas do passado, negatividades muito profundas vem a tona e se liberam. Essas negatividades: raiva, ódio, desejo sensual, ansiedade, desejo de poder, angústia, medos... vem a tona e encontram uma mente que observa, que aceita a realidade das coisas como estão se manifestando nesse momento.

Não precisamos brigar para que vão embora. O simples fato de aceitar a realidade que há em nós, nos liberta, e nos torna mais leves.

Isso amplia nossa capacidade de compaixão diante de todos os que sofrem.
Isso amplia nossa capacidade de perdão.
Isso nos aproxima da real felicidade.

Se você quiser aprender, tem que fazer um curso desses de 10 dias, cumprir as regras morais propostas e confiar na técnica.

Veja no site: http://www.dhamma.org/

Funciona.
E digo isso não por um convencimento intelectual. Mas pela experiência.

Sabe aquelas situações em que sabemos que temos que ser tolerantes com alguém e não conseguimos? E sofremos por não conseguir? Isso nos faz tanto mal.


A técnica te ajuda, porque com ela, você se liberta das impurezas que estão dentro de você acumuladas e te impedem de aceitar e perdoar. São gatilhos de ódio armazenados em seu interior. Com a prática você se torna leve. E então a tolerância passa a ser algo natural.


Que todos os seres sejam felizes.
Seja feliz.
Paz, paz, paz!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Pessoas sendo jogadas no rio.






Dando voz a um irmão que mora na rua:

Fala 1: "Irmão, eles pegam a gente, jogam a gente na van, batem, espancam. Se o irmão não sossega eles jogam o irmão no meio do mato."

Fala 2: "Uma vez eu tava num desses ônibus. Sabe o que os policiais fazem? Mandam a gente deitar no chão. Aí, se dependuram no ferro que a gente usa pra se segurar e se jogam com os pés sobre o peito do nosso irmão. Faz isso umas três vezes."

Fala 3: "Depois de espancar o irmão na van, olha aqui (e me mostrou hematomas nos braços), abre a porta e joga na ribanceira, joga no rio, num rio que tem lá quase em Paciência - Santa Cruz."

A van e o ônibus é a que deve levar os que desejam ir para os abrigos. Na lei, a "acolhida" tem regras, e só deveria ir quem quer.

Não é isso que estamos assistindo no cotidiano de nossa cidade.

Me disseram que participam dessas operações Policiais Militares e Guardas Municipais.

Hoje de manhã, ouvi essas histórias de crueldade medieval. Tortura, barbárie, crueldade, assassinato, são realizados pelos representantes do nosso Estado de Direito, que deveriam preservar a vida e as liberdades individuais.


Essas vítimas não cometeram crime algum.

Lembro que até nas guerras havia regras. Os cavaleiros tinham honradez.



Sinto que o nazismo está aqui: terrorismo de Estado. Fraqueza moral no poder. Extermínio.

A sociedade está surda.
O que podemos fazer para parar essa covardia, essa crueldade?
O que você tem feito?
Pense. O que você pode fazer é diferente do que eu tenho feito. Mas faça o seu melhor.

Tenho dificuldades de pensar. O ódio quase me domina.
Então silencio meu coração, penso em meus grandes exemplos que enfrentaram a violência com paz: Thich Nhat Hanh, Mahatma Gandhi, Dalai Lama, Martin Luther King Jr., Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela... e os evoco para nos inspirarem, para nos tirarem dessa insensibilidade, desse descaso.

Ajude, ajude meus irmãos que estão nas ruas. Comece a fazer algo. Comece. O que o seu coração mandar. Se não podemos fazer tudo que o Estado não faz, comecemos a fazer o possível: tornarmo-nos amigos. Qualquer coisa, mas comece logo.

Ajude, ajude meus irmãos que vestem a farda policial, mas se perdem na emoção da crueldade, da maldade, que é bem verdade, está dentro de cada um de nós. Que eles possam receber a ternura que falta em seus frágeis corações. Todo agressor traz fraqueza e desequilíbrio em si mesmo. Que eles possam receber a orientação segura no caminho do bem.

Ajude, ajude a criar uma cidade melhor. Ela começa em cada um de nós. Façamos de nossa vida, um gesto permanente de paz. Criemos harmonia e solidariedade, dentro de nós, a nosso redor, e ampliemos nosso redor convidando para as bodas aqueles que não tem condições de retribuir. A cidade partida é fruto de corações partidários. "Os meus" primeiro, "os nossos" contra "eles". Enquanto não entendermos a universalidade do amor, ficaremos chocados e horrorizados quando a violência de exclusão chegar a nossa porta.

paz, paz, paz!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Candomblé



Finalmente,
fui a um terreiro de candomblé. Era festa de Xangô.
Um divisor de águas em minha vida.
Como cientista da religião, faltava essa experiência de corpo presente.
De corpo presente, sim, porque experimentei ali muita coisa com o corpo inteiro.
As pessoas são comuns, não estão em transe o tempo todo. Convivem, conversam, riem, tudo muito natural.
Movimento: dança em roda, com gestos rituais que se reproduzem a mais de 3000 anos.
Cores: das roupas simples, mas muito ricas de cores, das contas, dos ornamentos.
Gosto: do chá de gengibre e, em especial, da rabada com quiabo que ficou na minha mão;
Calor: da fogueira, onde fomos dançar com os deuses incorporados.
Cheiro: de natureza, de quiabo.
Ritmo: dos atabaques, que nos levam a dimensões do sagrado, numa profunda comunhão com a vida.

Para mim foi a primeira impressão: muito positiva, especialmente a abertura de coração, o sorriso da mãe e do pai da casa e de algumas mulheres que vinham nos explicar algumas coisas.

O candomblé é um caminho espiritual muito longo, uma iniciação muito bonita onde a pessoa vai amadurecendo em sua relação com a complexa significação do universo espiritual.

Não sei nada. Há muito o que aprender.
Conselho: vá ver, ouvir, sentir, provar.

O ideal de diálogo inter-religioso ficou fortalecido. É um caminho legítimo, onde pessoas maravilhosas chegam a um belo objetivo humano.

paz!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Definições Espíritas

Reunião de Estudos da Doutrina
Momento de aprimoramento intelectual no sentido de espiritualização do saber. É o abrir das asas do entendimento e do sentimento para o voo rumo a evolução

Evangelização
Crescimento. Formação moral através da convivência com o diferente. É o esforço de ajudar a remover os obstáculos interiores ao progresso real.

Mediunidade
Exercício de preparação contínuo para a vivencia dos potenciais do homem do futuro. Feliz o que desperta cedi oara o bom uso de suas singulares faculdades mediúnicas.

Caridade
Olhar o sofredor sem julgar. Ver com compreensão que somos todos capazes do mal e do bem.

Drogas
Momento de dor insuportável e inconsciente. Só ajuda quem consegue fazer-se amigo e saber esperar o tempo da colheita.

Perseguidores Espirituais
Amigos a nos estimular a trilharmos a senda do bem perseverantemente.

Doação
Felizes os que podem ajudar. Já estão melhores do que os que só podem pedir.

Ânimo
Qualidade dos que trazem a alma plena de gratidão pela vida e conseguem transmitir essa alegria simples aos que estão temporariamente tristes.


Certeza de que aqui é passageiro. Qualidade dos que entesouram riquezas no céu, amealhando amigos por toda parte.

Casamento
Destino dos que precisam trilhar juntos os desafios do aprimoramento na arte de conviver e amar.

Liderança
Exercício de humildade e responsabilidade. Só quem confia pode liderar. Jesus confia em todos.

Prece
Exercício de comunhão com Deus. Abrir as portas do coração enquanto silencia os condicionamentos mentais.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Boas vindas ao trabalho




Seja bem vinda a esse grupo aberto.
Aqui, a cada semestre chega gente nova, novos sonhos, novos anseios, novos jeitos de ser, de viver, de crer, de lutar, de amar.
Cada pessoa traz consigo o universo inteiro.
A UFF, como todo lugar de trabalho, pode ser um bom lugar de trabalho e convivência. Isso depende de você.
Cada pessoa traz em se coração luz e áreas escuras. As vezes as áreas escuras dominam nossas ações e não nos damos conta das luzes que estão ao nosso redor.
Cada ambiente que vamos desperta em nós sementes de luz e fontes sombrias.
Há ambientes que somos como que naturalmente felizes, bem humorados, leves, serenas...
O sábio, o que usa a inteligência e a liberdade para ser feliz, aonde vai, busca tocar as sementes de amor em seu coração.
Sócrates, Buda, Jesus, os Upanishads, o Tao Te Ching, todas as matrizes filosóficas da humanidade alertam: cuidado com o intelectualismo. O pensar pode libertar. Mas pode alienar daquilo que mais fundamental existe: o universo maravilhoso que há em nosso interior. Ali, encontramos o universo. O macro, no micro. Os doutores intelectuais estão sempre em risco de esquecer isso, sei que nada sei.
Os felizes são os que olham para dentro, tocam suas sementes de amor e se põem a partilhar isso com os outros.
Que a sua vinda para cá seja uma oportunidade para que recebamos os frutos de amor que você traz, para estudantes e colegas.
Que sua vinda para cá seja oportunidade de realizar suas aspirações mais profundas. Pois essas contribuem para uma humanidade mais feliz.
Que no caleidoscópio das equipes de trabalho, sua presença remexa nossas estruturas interiores e nos incentivem a um convívio feliz, fraterno, simples, de pessoas que querem ser feliz e fazer outras felizes.
Namastê, Paz, Axé, Shanti.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ágape - belo livro de Marcelo Rossi


Me fez imenso bem ler e praticar o livro de Marcelo Rossi.
Indico a todas as pessoas.
É um livro simples, transpira uma espiritualidade genuína.
Seus comentários sobre as passagens do Evangelho são universais, trazem interpretações para nossa vivência no cotidiano.
Cita diversos místicos da história do cristianismo e pessoas de grande fé e prática de amor. Isso nos ajuda a aprofundar a nossa experiência espiritual. São João da Cruz, Madre Teresa de Calcutá, irmã Dulce, João Paulo II...
Ao ler com o coração e em voz alta as orações ao fim de cada capítulo, senti um grande bem estar, senti a presença do amor, meu corpo foi abraçado, um arrepio gostoso, puro, fortalecedor, amoroso me envolveu.
Posso dizer que esse é o tipo de livro que faz bem a humanidade.
Não fere nenhuma crença.
Afirma a importância de Jesus sem dogmatismos.
Ajuda o nosso aprendizado da arte de amar...
Ágape.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Jesus nasceu de novo!

Nesta segunda-feira eu vi Jesus.
Um rapaz em situação de rua no café da manhã que servimos no aterro veio pedir para levar um extra para sua esposa.
- Irmão, possso levar um a mais para minha esposa que está ali - pediu apontando para longe.
- Desculpe, mas temos a regra de não deixar ninguém levar extra.
Ele então disse, conformado:
- Tudo bem, mas se alguém puder levar para ela.
Combinamos que levaríamos.
Cerca de 20 minutos depois revi o rapaz e me lembrei do compromisso. Separamos um lanchinho, enchemos um copo de café com leite e fomos acompanhando o rapaz, com o coração em dúvida se teria alguém mesmo para receber (por que duvido tanto de meus irmãos?)
Fomos andando. Até que vi um papelão.
- Bom, o rapaz está falando a verdade, pensei.
E quando chegamos, qual não foi nossa surpresa?! Ali estava uma jovem, com um bebê recém nascido no colo, dando de mamar com uma mamadeira.
Um ambiente de paz nos envolvia.
Agachei e ali, ao solo, deixei os presentes cheio de reverência e cuidado: o copo com café com leite eum saquinho com pão e banana.
Me ergui e olhei de novo para o bebê: os seus olhos brilhavam como estrelas...
Meu coração teve certeza, minha alma chorou:
- É Jesus, pensei.

Obrigado Senhor por estar de novo entre nós.
Que tudo corra bem em sua vida.
Obrigado por me dar olhos de ver, como os reis magos, como os pastores.
Que seu olhar nos traga paz!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

ORAÇÃO AO CRISTO DA LUZ



EM NOME DO CRISTO DA LUZ
REVELO AS MINHAS ASPIRAÇÕES A DEUS PARA QUE AS PREENCHA E AS RECEBA EM SUAS MÃOS.

EM NOME DO CRISTO DA LUZ
OFEREÇO-ME À VIDA ETERNA, À ENTREGA, À DISSOLUÇÃO DAS CULPAS, DO MEDO E DA DOR, PARA QUE SEJAM CONVERTIDAS NO AMOR DE CRISTO.

EM NOME DO CRISTO DA LUZ
ABRO O MEU CORAÇÃO PARA RECEBER A CHAMA DO ESPIRITO SANTO, E PARA QUE ESTA SE IRRADIE A OUTROS CORAÇÕES.

EM NOME DO CRISTO DA LUZ
ME CONFESSO DIANTE DELE PARA QUE PERDOE AS MINHAS AÇÕES, OS MEUS PENSAMENTOS, E AS MINHAS DIVIDAS DIANTE DE DEUS

QUE ASSIM SEJA.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O inquilino


Maravilhoso o filme!

Para variar, Polanski nos leva as fronteiras confusas do que é o real, do que é imaginação.

Por que é bom?

Porque nos remete, a todos nós (sadios, normais), que o que há de patológico nas pessoas com transtorno mental está também dentro de nós mesmos.

Olhando o "doente", vemos que o nosso olhar sobre a realidade, especialmente a realidade sobre si mesmo e sobre as coisas que pensamos que sabemos, é um olhar distorcido.

Só no campo objetivo, quando temos que objetivar as coisas, quando temos que falar em público, quando temos que enfrentar o outro, é que percebemos que o que pensávamos saber não era bem o que sabíamos, não era bem como sabíamos.

Em suma, fica a pergunta quem distorce a realidade?

Após o filme, fica-se meio tonto mesmo.

Sentimos que nossa mente distorce mesmo as coisas, e aí a dúvida é a grande amiga.

O que é o real, o que distorcemos? Como nos prevenir dessa distorção e viver a verdade?

Taí, a resposta está em viver, em con-viver.

Não ficar isolado.

Colocar-se a prova, enfrentar os desafios, aprender com as experiências: eis a única forma de entrar em contato com a realidade.

Isso é o autêntico existencialismo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Carta de desculpas - a ética do educador

Rio de Janeiro, 07 de abril de 2011

Queridos companheiros do IEAR,

Com esta carta aberta gostaria de pedir desculpas publicamente a cada estudante, técnico e professor do nosso instituto por uma grave incoerência entre meu discurso e minhas atitudes. Como sabem, sou um dos que estimulam a participação democrática em nossa UFF. Numa reunião de departamento, integrei, com mais 3 professores, a comissão eleitoral que se responsabilizou por elaborar o processo das 4 eleições que estamos tendo nesse período. Começamos trabalhando coletivamente. E quando era para ser dado início ao primeiro pleito, convidei um aluno e uma técnica para compor a primeira comissão que organizaria o debate e a eleição para chefe de departamento. Tudo correu muito bem e a participação foi intensa por parte de todos. Todos crescemos muito. Mas preciso dizer que, fazendo um exame de consciência, percebo que cometi o grave equívoco de iniciar o processo sem consultar os demais 3 professores que estavam na comissão eleitoral. Atropelei o processo, por uma ansiedade, por um simplismo, por uma imaturidade ética. Ou seja, nesse momento tenho que me perguntar: como pode o professor que dá aula de ética, que diz acreditar na participação, no diálogo e na democracia, agir de uma forma tão autoritária, desprezando os colegas, esquecendo-se de consultá-los antes de agir em nome do coletivo?

Uma das pessoas que orientam meu posicionamento ético, com bastante radicalidade na busca de coerência, é Mahatma Gandhi. Uma história de sua vida costuma me orientar: uma vez foi com o filho para a cidade e pediu que ele levasse o carro para a oficina mecânica. O menino aproveitou que o pai estaria numa conferência e tirou a tarde para passear com o carro. Ao fim do dia o pai descobriu, pelo dono da oficina, a mentira do filho. Quando o menino pediu ao pai para entrar no carro e irem para casa, Gandhi, ao invés de dar a bronca, diz que vai andando até em casa. “Mas são quilômetros, pai!” “Preciso ir andando” – respondeu – “para pensar onde foi que errei, onde estou errando para que você precise mentir para mim.”

Esse é o exemplo do verdadeiro educador. Que busca constantemente se educar. Que faz a auto-crítica. Meu objetivo na vida é crescer como ser humano. Então de nada adianta julgar os outros. Devo buscar em mim mesmo as respostas dos meus erros, e tentar acertar da próxima vez. Se as coisas no meu grupo de trabalho não vão bem devo me perguntar onde errei. E aqui posso admitir minha parcela de responsabilidade.

Pelo imperativo categórico de Kant me vejo na obrigação de fazer esse pedido público de desculpas porque gostaria de viver num mundo em que as pessoas reconhecessem publicamente seus erros. A República Ideal não é composta por homens infalíveis, porque é do humano a incoerência. Mas a boa república é aquela onde as pessoas buscam o autoconhecimento, reconhecem seu erros e tentam acertar.

Gostaria que recebessem meu pedido de desculpas. Estou a disposição para continuar tentando acertar. No entanto, gostaria que, para as eleições do coordenador, outra pessoa tomasse a frente do processo para que eu pudesse ver e aprender, com seus acertos e erros, aprender também com sua diferença de estilo, por que não?

Agradeço a todos pelos desafios que nos lançam ao crescimento e ao eterno aprendizado da vida.

Paz, paz, paz!

Prof André Andrade Pereira